Setor de Museologia do MTB realiza arrolamento do acervo

Publicado em 21 Jun 18


O trabalho é uma etapa do inventário

 

Jacqueline Batista - jornalista

 

Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o acervo, o setor de Museologia do Museu Théo Brandão (MTB) vem realizando o trabalho de arrolamento das peças do Museu. A tarefa conta com uma equipe composta pela museóloga Hidênia Oliveira e pelos bolsistas Adrícia Bonfim, Bernardo Ferraz, Lara Lima, Igo Marques, Renata Batista e Williams Machado.  


Hildênia explica que o arrolamento é a parte inicial do inventário. “Em geral, o arrolamento faz a numeração, descrição breve da peça e a localiza no espaço do museu. Porém, nessa etapa, fizemos além disso. Já demos a nova numeração do tombo. Mais de mil peças da reserva técnica foram arroladas, faltando poucas para totalizar o arrolamento na reserva. Atualmente, sabemos o estado da peça e a localização. Temos os números dos tombos antigos para podermos recorrer às fichas anteriores, se necessário”, disse a museóloga. 


Após a conclusão do arrolamento da reserva técnica do Museu, a equipe de Museologia dará continuidade ao processo com as peças em exposição para, em seguida, iniciar a segunda etapa do inventário, que consiste em uma apurada pesquisa sobre a peça. “É necessário saber quem confeccionou a peça, a história do autor, se foi compra ou doação e o tempo do objeto no museu. O inventário é algo contínuo, não fica estagnado”, explicou Hildênia. 


A museóloga também iniciou a etapa de proteção e higienização das peças que necessitam de procedimentos técnicos para conservação. “Fizemos a descupinização em peças de madeira e tentamos estabilizar as de ferro da melhor forma possível”, disse.


Ecletismo


Na reserva técnica, as peças foram divididas em coleções. Existem peças em estilos e técnicas variadas, tais como cerâmica de regiões alagoanas, cerâmica marajoara e portuguesa, esculturas em madeira, sendo a maior parte de artistas alagoanos.  Há também brinquedos de ferro, coleção de culto afro-brasileiro, máscaras de carnaval, coleção de papel machê, do mestre Vilimba. Na coleção de cerâmica, há brinquedos em miniatura, presépios, entre outros.


Em seguida ao processo de arrolamento, a equipe da Museologia iniciará a segunda etapa do trabalho. “É extremamente importante a realização do arrolamento porque passamos pela salvaguarda e temos conhecimento do acervo, a quantidade de peças, o estado que as peças se encontram. A partir dessas informações, temos como planejar os próximos passos, o que é necessário para fazer a conservação preventiva. Realizando esse estágio, temos como estabilizar as peças, sanar alguns danos e evitar que a peça se degrade muito rápido. Começamos esse trabalho do zero. Havia uma urgência em realizar o arrolamento para conhecer as nossas coleções. Após da finalização dessa primeira etapa, entraremos no processo de pesquisa”, disse a museóloga. 





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