Museu Théo Brandão realiza live com participação de Sil da Capela e galerista do Rio de Janeiro

Publicado em 12 Jul 21


 

Protagonismo feminino será discutido na conversa

 

Jacqueline Batista - jornalista

 

O Museu Théo Brandão (MTB) vai retomar o bate-papo mensal, agora, na modalidade a distância. Na quinta, 15 de julho, às 19 horas, terá início a primeira live do “Munguzá Virtual”, com o tema “O protagonismo feminino na arte popular” e participação da artista Sil da Capela e de Ana Maria Chindler, da Galeria Pé de Boi, localizada no Rio de Janeiro. A mediação será realizada pela museóloga Hildênia Oliveira. Você pode assistir a live no canal do Youtube do Museu Théo Brandão, acessando aqui.

 

A museóloga explica que a live vai discutir a atuação feminina na arte popular, incluindo artistas e quem comercializa. “Há alguns anos a participação das mulheres na arte popular era muito pequena. Era maior com as rendas, que é um fazer predominantemente feminino, mas essa inserção das mulheres como artista e marchand é recente e ainda é muito pequena. A nossa intenção é entender, perceber a diferença da participação da mulher nesse campo da arte popular e quais são as contribuições importantes desse olhar feminino, desse olhar mais atento das mulheres”, disse Hildênia.

 

A arte do barro

 

Sil da Capela, cujo nome de batismo é Maria Luciene da Silva Siqueira, é uma ceramista alagoana que ganhou destaque no Brasil e exterior, com a arte tirada do barro e feita pelas mãos que, antes, trabalhavam na lavoura de cana-de-açúcar. Aos vinte anos, a artista fez uma oficina do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e conheceu o trabalho de João das Alagoas.

 

Após o curso no Sebrae, foi no ateliê de João das Alagoas que o aprendizado teve continuidade, desenvolvendo, além da técnica, um estilo próprio, sua marca pessoal, fruto da vivência simples do interior. Em uma mesma obra surgem várias narrativas. É o Rio Paraíba, a mãe contando história, a criança brincando. Sil explica que não faz esboço algum antes de confeccionar a peça. “Tudo é criado na hora. O amor que tenho por essa arte facilitou a aprendizagem”, destacou a artista. Uma das marcas registradas de seu trabalho é a jaqueira. “Serve de inspiração para mim. Comecei a usar a jaqueira como cenário e faço isso até hoje”, explicou Sil.

 

Hoje, o trabalho de Sil ultrapassou fronteiras e entrou para uma seleta categoria, sendo unanimidade entre marchands, galeristas e colecionadores do Brasil, além de países da Europa, Estados Unidos, México e outros.

 

A obra de Sil também chamou a atenção da mídia nacional e seu trabalho foi capa de revistas especializadas em decoração, a exemplo da Casa Cláudia e Duo Casa. O trabalho da artista também apareceu em alguns capítulos de uma novela global, em que João e Sil fizeram uma participação no último capítulo da trama. A artista foi uma das personagens da série “Mulheres Fantásticas”, produzida pelo Fantástico para contar o enredo de mulheres que conquistaram seu espaço e mudaram a história.

 

Pé de Boi

 

Criada em 1985, no Rio de Janeiro, a Galeria Pé de Boi é especializada em arte popular brasileira. Desde o início, a galeria tem divulgado em exposições centenas de artistas e peças de todos os cantos do Brasil. Ana Maria Chindler, proprietária do espaço, percorre o país pesquisando a arte popular e, a partir desse trabalho, realiza as exposições com diversos artistas brasileiros, incluindo peças da Ilha do Ferro.

 

O “Munguzá Virtual” surgiu a partir do tradicional “Munguzá Cultural”, evento mensal promovido pelo MTB, com um bate-papo sobre assuntos variados. Na ocasião, um munguzá era servido aos participantes. Por causa da pandemia, o evento teve uma adaptação para a versão virtual. Esse será o início de uma série de lives com participação de personalidades da área cultural alagoana e brasileira.





Esse artigo foi lido 107 vezes!




Siga-nos no Facebook




Leia Também


Último dia do fórum de pró-reitores tem visita técnica ao Museu Théo Brandão



Comissão seleciona ganhador do Prêmio Gustavo Leite 2020



CineClube Théo e CineClube Curtos Circuitos exibem “Joana Gajuru: de guerreira a rainha”