Novembro tem cultura afro-brasileira na programação especial do MTB

Publicado em 14 Nov 18


Cineclube e roda de diálogos são algumas das atrações

 

Anna Sales – estudante de Jornalismo

 

Nos dias 23 e 29 deste mês, o Museu Théo Brandão (MTB) realiza o evento “Novembro negro”, voltado para a cultura afro-brasileira e sua preservação. A programação contará com entrega de prêmios, abertura da nova exposição temporária, exibição de filmes, roda de diálogos e apresentação cultural.

 

A programação do dia 23 vai começar às 16h30 com a roda de diálogos “Saudando Maria Garanhuns”. Os participantes da mesa serão Reginaldo Rodrigues (babalorixá, filho de Maria Garanhuns), Mãe Mirian (do Ile Ifé Omi Omo Possu Betá), o babalorixá José Ernesto e Pai Célio, babalorixá, neto de Maria Garanhuns e herdeiro da Casa de Iemanjá.

 

Maria Garanhuns foi a fundadora da Casa de Iemanjá, que desde o seu início possuía peculiaridades, onde diversas ações passaram a ser implantadas, tendo como destaque uma caixa beneficente com o objetivo de organizar as festas e estruturar as atividades religiosas dos participantes menos favorecidos financeiramente.

 

Após a roda de diálogos, haverá a entrega do prêmio “Maria Garanhuns - Abebé de prata”, que será concedido a onze pessoas que contribuíram para a visibilidade da cultura afro-brasileira no estado de Alagoas. Foram indicadas pessoas da religiosidade e sociedade civil e os finalistas foram decididos em assembleia.

 

Às 18h, acontecerá a abertura da exposição temporária “Narrativas afro-brasileiras”, com máscaras da coleção do babalorixá Pai Célio, telas pintadas pelo artista Salles Tenório e mamulengos feitos por José Acioli, diretor do MTB.

 

No dia 29, a partir das 14h, acontecerá mais uma edição do Cineclube Théo. O filme exibido será “O Quebra de Xangô”, que fala sobre a quebra de vários terreiros em Maceió, no dia 1º de fevereiro de 1912, sendo considerado um dos episódios mais violentos de intolerância religiosa. O documentário questiona as configurações da política alagoana no início do século passado e confronta depoimentos de antropólogos, historiadores, negros, pais, mães e filhos de santo do candomblé e da umbanda e membros do Movimento Negro em Alagoas.

 

Após a sessão, haverá um debate com o professor Siloé Amorim, professor do Instituto de Ciências Sociais (ICS), da Ufal, com experiências nas áreas de antropologia indígena, antropologia, imagem e comunicação, antropologia visual e antropologia social. Às 15h30, haverá a exibição do documentário “Afoxé”, e às 16h30, apresentação do Afoxé Odô iyá.





Esse artigo foi lido 255 vezes!




Siga-nos no Facebook




Leia Também


Museu Théo Brandão marca presença na 8ª Bienal do Livro



CineClube Théo exibe “Guerreiros”



Museu Théo Brandão lança edital para seleção de bolsistas