Exposição "As 50 histórias que minha avó contava"

Publicado em 03 Dez 14


Jacqueline Batista - jornalista

 

O mangá (histórias em quadrinhos em estilo japonês) se originou do teatro de sombras, que na época feudal percorria vilarejos contando lendas por meio de fantoches. As narrativas passaram a ser escritas e ilustradas em rolos de papel, o que originou as histórias sequenciadas, e consequentemente, o mangá.

 

Esse estilo de leitura oriental caiu no gosto do brasileiro, especialmente, do público jovem. Por aqui, alguns grupos incorporaram não só o hábito da leitura, mas um estilo de vida influenciado pela cultura mangá.

 

A exposição que o Museu Théo Brandão apresentou ao público, a partir do dia 12 de dezembro de 2014, aproximou-se dessa origem do mangá. “As 50 histórias que minha avó contava” foi uma exposição com narrativas folclóricas sobre lendas, contos relacionados a criaturas extraordinárias como “A mulher da capa preta”, “As caboclinhas”, “Fogo corredor”, “Dona Fulorzinha”, “São Longuinho”, entre outras referências que fazem parte do imaginário popular, especialmente no interior do Brasil.

 

Como o próprio título da exposição sugere, as histórias são narrativas contadas por uma avó. A ouvinte é a artista e estudante de Design, Mariana Petrovana. Quando criança, a neta passava longos períodos em companhia da avó materna, em um sítio, localizado em União dos Palmares. Mariana nunca esqueceu essas histórias e, agora, resolveu recontá-las de um jeito bem particular. 

 

O trabalho foi um dos selecionados por meio do edital de exposições temporárias para o ano de 2014. Para contar as histórias de sua infância, Mariana teve a colaboração da artista Janaina Freitas, que também é estudante de Design. Elas fazem parte do Studio Pau Brasil, especializado em artes visuais. A exposição ficou em cartaz até o dia 28 de fevereiro de 2015.





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