EXPOSIÇÃO DE LONGA DURAÇÃO

                                                                                                                          

 

A sala “Brava Gente Alagoana” é a primeira a ser visitada no Museu. O espaço é uma síntese representativa do povo alagoano, no qual estão presentes a história, a herança cultural, os valores, as festas, a economia agrária, entre outros aspectos importantes da formação da identidade local.
 
Todas essas características estão contidas em um imenso painel fotográfico em preto e branco, que envolvem os olhos dos visitantes. São fotografias que revelam a história de Alagoas, através do olhar apurado do fotógrafo alagoano Celso Brandão.  Ainda nesta sala, dispostos em uma vitrine, o visitante poderá ver objetos pessoais do patrono do Museu, Théo Brandão.
 
A sala seguinte chama-se “Fazer alagoano”. Um espaço dedicado à feitura artística e tradicional dos artesãos alagoanos, através de objetos como brinquedos, cerâmicas, rendas e outras peças, que muito bem representam a criatividade e a riqueza simbólica da arte popular. A sala “Fazer alagoano” também expõe grandes painéis fotográficos, com imagens que representam o fazer artístico do Estado.
 
A próxima sala do Museu chama-se “Sabor alagoano”. O espaço disponibiliza, aos olhos do visitante, uma diversidade de utensílios domésticos à base de cerâmica. No mesmo ambiente, pode-se percorrer a vista por uma receita de tapioca, uma iguaria à base da goma de mandioca, muito apreciada no Nordeste. Seguindo em frente, o visitante vai encontrar a sala “Arte Popular de Alagoas: o que há de novo”, onde estão à mostra, exemplares de obras de arte popular dos últimos trinta anos no Nordeste. 
 
Já a sala da fé, como o próprio nome revela, representa a fé do povo alagoano, em várias nuances. São duas salas conjugadas: a primeira representa a fé cristã, através de peças de ex-votos, que são confeccionadas de acordo com a parte do corpo que foi curada, como forma de agradecimento pela graça alcançada.
 
Já a segunda sala, representa as religiões de matrizes africanas, com seus batuques, divindades e crenças de origem africana, indígena e cristã. Ambas as salas são permeadas por forte simbolismo, sugeridos por um fundo musical religioso, além de uma iluminação peculiar, que confere uma atmosfera espiritualizada ao ambiente.
 
Na parte superior do palacete, é localizada a sala “Festejar alagoano”. Espaço representativo das festas e brincadeiras populares, como o Guerreiro, um folguedo genuinamente alagoano, segundo Théo Brandão. A sala ao lado é uma continuidade da primeira, um espaço que mostra a riqueza do carnaval popular, com seus bonecos gigantes, estandartes de blocos carnavalescos, além de outros elementos simbólicos, que constituem a riqueza cultural dos festejos de momo.
 
A exposição de longa duração do MTB foi inaugurada em 2002, sob a curadoria do museólogo e antropólogo Raul Lody.