HISTÓRIA

 

O Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore (MTB) é um equipamento cultural da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O MTB foi criado em 20 de agosto de 1975 e instalado, inicialmente, no bairro do Pontal da Barra, em Maceió.

 

O nome do Museu é uma homenagem ao professor, médico e folclorista Theotônio Brandão Vilela, cuja coleção de arte popular foi doada à Universidade Federal de Alagoas. Théo Brandão também fez doações de fotografias, folhetos de cordel, livros, discos, filmes em super-8, fitas de vídeo, slides e fitas cassete de antigas manifestações da cultura popular, que ele foi guardando ao longo da vida.

 

No acervo em exposição, há peças nordestinas – como a cerâmica figurativa do Mestre Vitalino, mas a maior parte dos objetos são alagoanos, entre os quais se destacam as moringas antropomorfas do artista Júlio Rufino e as esculturas em madeira dos artesãos Antônio de Dedé e Resêndio.

 

 

Théo Brandão

É possível, ainda, encontrar no Museu, indumentária de folguedos natalinos com suas ricas coroas e outros adereços, brinquedos populares dos mais diversos materiais, objetos de fibra vegetal (caçuás, cestas, abanos, chapéus, etc), cerâmica utilitária da etnia Kariri Xocó, do interior de Alagoas, peças de culto afro-brasileiro, ex-votos e outros elementos provenientes do catolicismo popular, rendas e bordados (filé, labirinto, renda de bilros, boa-noite, singeleza, rendendê, etc.) e tantos outros objetos confeccionados por artistas.

 

Em 1977, a coleção do Museu foi transferida para o prédio atual, situado na Avenida da Paz, em frente a uma das mais belas praias da capital alagoana. De arquitetura eclética, o palacete – que pertencia à tradicional família Machado – foi construído no início do século XIX. Monumento edificado para ser residência, o prédio constituiu-se em um dos mais significativos exemplares da arquitetura de Maceió.

 

Com o passar dos anos, o palacete da Avenida da Paz foi se deteriorando, até chegar ao estado em que sua utilização se tornou totalmente inviável. Em 2000, foi iniciado um processo de reestruturação e restauro do Museu, e em junho de 2002, o público pôde ver um prédio totalmente restaurado e com novas instalações. As modificações não descaracterizam a arquitetura externa do Museu, que permaneceu original. Apenas o interior do prédio sofreu algumas descaracterizações.

 

Com a nova montagem do Museu, as peças foram expostas de modo mais conceitual, em um ambiente projetado visualmente, levando em consideração a representação simbólica dos objetos de arte, o que garantiu uma maior visibilidade e valorização das peças.